# Proposição 3
Na Mesa do Senhor Há Necessariamente Apenas Um Pão
A necessidade não é a de uma lei positiva que exige um pão e somente um, como o ritual de Moisés exigia doze pães. Mas é uma necessidade que surge do significado da Instituição, conforme explicado pelos Apóstolos. Assim como há apenas um corpo literal, e apenas um corpo místico ou figurado com muitos membros; assim deve haver apenas um pão. O Apóstolo enfatiza isso: "Porque há um só pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo; pois todos participamos de um só pão."8 A palavra grega artos, especialmente quando combinada com números, diz o Dr. Macknight, sempre significa um pão, e é traduzida dessa forma em nossas Bíblias, "Não vos lembrais dos cinco pães?"9 Existem muitos exemplos semelhantes. O Dr. Campbell diz que "no plural deve sempre ser traduzido como pães"; mas quando há um número antes, deve ser traduzido como um pão ou pães. Assim dizemos um pão, sete pães; não um pão, sete pães (no sentido de tipos de pão). "Porque há um só pão", diz Paulo, devemos considerar toda a congregação como um só corpo. Aqui o Apóstolo raciocina do que é mais claro para o que é menos claro; do que estava estabelecido para o que ainda não estava totalmente estabelecido na mente dos coríntios. Não havia disputa sobre o pão único; portanto, não deveria haver sobre o corpo único. Essa forma de raciocínio torna isso tão certo quanto uma lei positiva: porque aquilo de que um Apóstolo parte para raciocinar deve ser um fato ou princípio estabelecido. Ter argumentado a partir de uma suposição ou possibilidade para estabelecer a unidade do corpo de Cristo teria sido ridículo para um lógico, e quão indigno de um Apóstolo! Era, então, uma instituição estabelecida que há apenas um pão, já que o Apóstolo baseia seu argumento em um fato estabelecido. Nossa terceira proposição está, portanto, apoiada: na mesa do Senhor há necessariamente apenas um pão.